O beijo da palavrinha



Mia Couto (texto), Danuta Wojciechowska (ilustração), Caminho (editora)

Maria Poeirinha vivia com a sua pobre família numa aldeia
no interior. Nenhum deles tinha nunca visto o mar, uma
falta que o Tio Jaime Litorânio achava grave, pois ver o 
mar faz-nos conhecer um horizonte e ter esperança. 
Maria Poeirinha adoeceu e não lhe era possível viajar até
à costa e assim curar-se... A menina não chega a ver o
oceano, mas ainda é beijada pela palavra «mar», quando 
o irmão a escreve num caderno para a ajudar a ficar boa.

O que acontecerá a seguir?

O Samuel Estudante (3º A) sugere:
Depois de o irmão ter mostrado a folha com a palavra “mar”, a irmã começou a mexer-se, a abrir os olhos e a levantar a cabeça.
- Estás bem! – Diz o irmão e a mãe ao mesmo tempo, cheios de alegria.
De repente, o tio apareceu com um amigo e esse amigo era o mar.
- Obrigado tio. – Declarou a menina. – Sou a menina mais feliz do mundo, mas como posso ficar com o mar para sempre?
- Eu sou muito grande e pedi ajuda a outros mares e agora tens-me para sempre contigo. – Respondeu o mar.
Para grande surpresa de todos quando a menina abriu a porta, a sua casa tinha uma praia e o mar só para ela.
Agora é que ela sentia-se mesmo a rapariga mais feliz do mundo, sobretudo porque agora sempre que desejava tinha o mar
 ao pé de si. E ela nunca mais na vida voltou a desmaiar e assim já não ficava com calor que o deserto lhe provocava.
E como foi isto possível? Porque todas as palavras “mar” se juntaram para fazerem magia e transportarem-se, sempre que a menina queria, para junto da porta dela.


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